Zombie Punk – um punk brasileiro em Londres

Zombie Punk em Camden Town

Todo mundo sabe que o movimento punk teve sua história aqui em Londres a partir do sucesso de bandas como o Sex Pistols e o The Clash. O Sex Pistols cantava “God Save the Queen”, chamando o regime inglês de fascista. Reza a lenda que a própria Elizabeth II proibiu que essa música chegasse ao primeiro lugar da parada britânica. Já o Clash, superpolitizado, cantava “London Calling” e punha o dedo na ferida dos britânicos.

Olha, você pode até não conhecer a história do punk, mas se você já usou um jeans rasgado, pode crer que tem uma influência punk nisso aí.

O fato é que o punk sempre marcou presença criticando a sociedade e o governo. Ideias individualistas e anarquistas sempre rondaram o estilo de vida de um punk.

Bem, o mundo mudou, algumas coisas se adaptaram aos novos tempos, mas os punks ainda estão por aí…ou melhor por aqui, em Londres…com moicano e tudo!

E neste post a gente vai falar de um em especial, o Zombie Punk. Quem já passou pela pontezinha de Camden Town (bairro alternativo de Londres) nos últimos tempos, já deve ter trombado com ele – e vai se lembrar dele, porque o visual impressiona: Zombie Punk tem 65% do corpo tatuado e algumas modificações no corpo como bifurcação na língua, escarificaçao, olho e gengiva tatuados e piercings espalhados pelo corpo.

Zombie é na verdade conhecido não só em Camden, mas também em vários países, pois já trabalhou muito em convenções de tatuagem ao redor do mundo como artista performance (ele faz suspensão corporal, entre outros coisas radicais).

O que pouca gente sabe é que o Zombie Punk é um brasileiro que veio morar em Londres, e, detalhe, dentro de um barco. Ele inclusive já concedeu entrevistas a programas de TV no Brasil, como o SPTV (Rede Globo), Jornal do SBT (SBT), Leitura Dinâmica (Rede TV), Programa da  Sabrina Sato (Rede Record) e outros.

Mas seria então o Zombie Punk apenas um modelo exótico que tira uns trocados tirando fotos com os turistas aqui em Londres?

Olha, que ele é um divulgador da arte da tatuagem e da modificação corporal, sem dúvida. Mas numa conversa que tivemos com ele, a gente se surpreendeu. Dá pra perceber que ele é muito mais punk do que muito punk por aqui. Altas histórias…

Seja como for, a cena punk continua em Londres e, curiosamente, com um brasileiro dando uma anarquizada aqui nos londrinos.

Quer saber mais, segue o cara lá no Instagram @zombiepunk4

Aqui você tem uma ideia do movimento Punk em Londres:

Obs.: Este post é uma prévia de um vídeo que o Londres na Lata vai fazer com o Zombie Punk. Por enquanto, punk is not dead! #VAI

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